segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Não sei se ria se chore !



José Ramos-Horta, presidente de Timor: Não vejo dificuldades em Timor-Leste comprar também dívida pública portuguesa, na medida em que o próprio Governo timorense já tomou a decisão de diversificar a aplicação do Fundo do Petróleo, comprando outras dívidas públicas, incluindo a australiana e de outros países.

O Fundo do Petróleo de Timor é superior a seis mil milhões de dólares, qualquer coisa como 4,4 mil milhões de euros. Assim como assim... Há, nisto tudo, certa dose de nonsense. Mas as carteiras de senhora Birkin que se vendem em Lisboa a 30 (trinta) mil euros cada, esgotam assim que chegam à loja. Pensando bem, não há muita diferença entre uma coisa e outra.


[Na imagem, Timor em 1824.]

Etiquetas: Dívida pública, Vícios privados

(Posted by Eduardo Pitta in " Da Literatura"

Os Highs and Lows de Obama em Portugal



O presidente americano já confidenciou aos seus círculos mais próximos os highs and lows da sua visita ao nosso país. Como ponto High, Obama destacou os maravilhosos Pastéis de Belém. Quanto ao ponto Low, o facto de ter de ver Cavaco Silva a comê-los... (consta ter sido um cenário ainda pior do que o episódio do bolo rei)
(Imagem: Casa Calado)

=Publicada por João Ricardo Vasconcelos in " Activismo de Sofá"=

domingo, 21 de novembro de 2010

CML de Loulé - 100 amendoeiras são compensação pelos danos ?



A Câmara de Loulé emitiu um comunicado informando que aderiu ao movimento “Plantar Portugal” e que, nesse sentido, “irá realizar uma acção de plantação de 100 amendoeiras, inserida nas comemo-rações do Dia da Floresta Autóctone, que terá lugar a 27 de Novembro, sábado, às 9h30, no terreno junto da Capela da N.ª Sr.ª da Piedade”.

«Soa» de forma estranha este comunicado - depois da hecatombe que a autarquia realizou em Loulé (Avenida José da Costa Mealha, Praça da República, Parque Municipal) e Quarteira (Avenidas de Ceuta, Sá Carneiro e Mota Pinto) a anunciar a «boa-nova» de que a Câmara tenha aderido a um movimento que visa devolver à floresta portuguesa a sua vitalidade, através da reflorestação, preservação e protecção, no período de 23 a 28 de Novembro, em que se comemora a Semana da Reflorestação Nacional.

Mas não será que, passado o dia 28, acabam as boas intenções e a Câmara vai mandar arrancar tudo outra vez?
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Tema: Notícias do concelho

- Lançado por: José Carlos - in Calçadão de Quarteira -

OU PODE ?



Em mais um acto de assassinato de carácter, agora atingindo Edite Estrela, o Correio da Manhã publicou suposto material recolhido judicialmente nas escutas a Vara, o qual não tem qualquer relevância legal. Acontece que também não tem qualquer relevância política, isto se aceitarmos que a política em Portugal ainda não se faz a partir de escutas, particularmente aquelas que são patrocinadas pelo Estado. Que resta para justificar a infâmia e o terrorismo cívico?

Não há mais nada a não ser uma colectiva impunidade para o crime, desde os jornalistas que assinam estes serviços até aos directores e administradores do jornal. O envio do material – a ser verdadeiro e a ter sido fielmente registado e copiado – e a sua publicação correspondem a uma repulsiva violação dos direitos dos envolvidos, com imediatos prejuízos de impossível contabilidade. É pior, muito pior, do que o roubo de bens materiais ou a sua destruição. E o modo como estes casos se repetem, de acordo com calendários que têm impacto político, só é possível por existir da parte do aparelho judicial – e do Ministério Público – uma qualquer cumplicidade, conivência ou passividade que leva ao sentimento de absoluta protecção para todos os bandidos, dos mentores aos executantes.

Mas o supremo horror da merenda estava guardado para o DN, o qual também quis chafurdar no espectáculo de violência que os pulhas tinham montado. A peça bate no fundo, porque deste secular jornal esperamos um qualquer fundo, não o abismo onde vale tudo. E coloca-se inevitavelmente um problema que atinge os colunistas dessa outrora instituição de referência, pois não se pode servir a dois senhores.

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Um bravo para o Pedro Marques Lopes.
- Publicado por Val in Blog Aspirina B - Foto: Meios&Publicidade -

sábado, 20 de novembro de 2010

Alegre diz que Cavaco é um gestor de silêncios....



O candidato às presidenciais Manuel Alegre acusou este domingo o actual Presidente e candidato a novo mandato, Cavaco Silva, de ser «gestor de silêncios», dando como exemplo a interpretação do processo das «escutas».
«O Presidente da República só fala quando não deve falar, ou se engana com frequência na interpretação dos poderes que lhe são atribuídos», alegou o candidato presidencial durante uma visita ao nordeste trasmontano.
Manuel Alegre disse ainda que o «papel do Presidente da República terá de ser entendido como um moderador da cena política nacional».
«O povo português precisa de ouvir uma palavra do Presidente da República, ou seja uma palavra democrática, clara e transparente», disse.
Segundo Manuel Alegre, «o actual Presidente da República é uma neoliberal, porque o distinto economista está de acordo com as empresas que fazem as análise de mercado».

- In Diário Digital / Lusa - Imagem: Mark Wallinger -

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Caralho, muleta oratória



Quartel da GNR, 4 de Agosto de 2009: cabo da Guarda solicita troca de serviço. Superior hierárquico opõe-se. O militar argumenta: Vá pró caralho. Acusado do crime de insubordinação, o cabo escapa a julgamento por decisão do juiz do Tribunal de Instrução Criminal. A hierarquia recorre. O Tribunal da Relação de Lisboa decide:

«[...] A utilização da expressão não é ofensiva, mas sim um modo de verbalizar estados de alma [...] pois tal resulta da experiência comum, que caralho é palavra usada por alguns (muitos) para expressar, definir, explicar ou enfatizar toda uma gama de sentimentos humanos e diversos estados de ânimo. Por exemplo pró caralho é usado para representar algo excessivo. Seja grande ou pequeno de mais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas: chove pra caralho..., o Cristiano Ronaldo joga pra caralho... [...] não há nada a que não se possa juntar um caralho, funcionando este como verdadeira muleta oratória.»

O juiz-desembargador Calheiros da Gama e o juiz militar major-general Norberto Bernardes corroboraram a decisão do juiz de instrução de não levar o cabo a julgamento. Virilidade verbal, dizem eles. Mais detalhes no Diário de Notícias.

Etiquetas: Justiça

- Posted by Eduardo Pitta in Blog " Da Literatura" -

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Querem-nos........





«Madeira reclama mais 44 milhões de euros do OE 2011)».
Tendo já um rendimento per capita superior à média nacional, a Madeira deveria ser contribuinte líquido do orçamento nacional. Pelo contrário, além de nem sequer contribuir para as despesas gerais da República -- que correm exclusivamente à conta dos contribuintes do Continente -, ainda beneficia de chorudas transferências do orçamento do Estado, a vários títulos. Agora, apesar das dificuldades orçamentais do País, continua a querer mais e mais dinheiro.
Uma verdadeira provocação!

Publicado por Vital Moreira - Permanent Link - Blog Causa Nossa : Imagem : Blog Abrangente

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Mais notícias da crise....................



Depois de mais de oito anos de namoro (e de brincadeiras, como pular à corda e jogar ao berlinde), o príncipe William anunciou, através do seu pai, o noivado com Catherine Middleton, com quem deseja casar no Verão do próximo ano (tanto tempo à espera para dormirem na mesma cama). A decisão do noivado foi tomada no Quénia, onde estiveram no mês passados, os dois, a olhar as estrelas, em quartos separados. Estas aparências monárquicas, tão tontas, como impúdicas, quer queiram, quer não, também fazem parte da crise da Europa.


(Por Tomás Vasques in Blog Hoje há conquilhas - Imagem: digiforum )

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Aleixo o poeta que ninguém esquece.



Do Livro " António Aleixo Poeta do Povo:
“ António Aleixo. Tecelão, soldado, polícia, emigrante, pastor, cauteleiro, vendedor e engraxador, de todas essas experiências se serviu para emoldurar a sua produção poética e em todas elas captou, com a objectiva única, ímpar e límpida do seu olhar, a alma dos homens do seu tempo, e dos nossos tempos, como forma de traduzir as imensas e profundas contradições que moldam o comportamento humano, subjugado às mais diferentes circunstâncias, momentos e interesses.

António Aleixo. O orgulho do Algarve e dos algarvios ao longo de décadas, mesmo quando o silêncio das instâncias, contra a memória do povo, elegeu o esquecimento como única palavra de ordem na abordagem do seu legado.

António Aleixo. Um dos portugueses mais ilustres por quem nos continuaremos a vergar, mesmo depois, ou sobretudo depois, dessa curva pronunciada em que consiste a entrada deste país no século XXI. “

Fotografia: António Aleixo com o artista Tóssan (Foto gentilmente cedida pela jornalista Verónica Sofia – Arquivo CML)

(In Blog " Louletania)

domingo, 14 de novembro de 2010

O miudo que pregava pregos numa tábua




"O miúdo que pedalava num carro de quatro rodas poderia dizer, como eu próprio já disse: Isto é o que sei de literatura.



Mas ainda falta acrescentar que o miúdo que tocava piano sobre a mesa viu Miguel Torga no hospital segurando o caderno e a caneta como quem, no campo de batalha, ferido de morte, não larga as armas. Eram já poucas as forças, mas a mão mantinha-se firme na caneta e no caderno. Não queria ser apanhado desprevenido (ou desarmado) se uma vez mais lhe aparecesse aquele primeiro verso, que sempre nos é dado, como costumava dizer. Estava preparado, porque nunca se sabe, como se diz na Bíblia, quando vem o sopro e de que lado sopra. A terra respira de muitas formas. Pela boca do vulcão Santiago, pela flauta de Camilo Pessanha, pela grafia do poeta que escrevia pela noite dentro, pelas primeiras e pelas últimas palavras de Sophia e, sobretudo, pela sua entoação de um ritmo já só ritmo. E pelo pulso de Miguel Torga, por aquela mão antiga a segurar o caderno e a empunhar a caneta até ao fim."

(In Blog " Cão como tu" )