Indispensável para perceber a massa de que era feito o
salazarismo. Bernardo Futscher Pereira demonstra como o ditador manobrou
durante a Segunda Guerra Mundial, sem por um momento acreditar na
vitória dos Aliados, desconfiado de Churchill (e, de certo modo, de
Franco), execrando os americanos, usando todos os pretextos para agitar o
papão comunista. Que Portugal tenha sido membro fundador da NATO não
deixa de ser uma curiosa ironia. Além de portfolio fotográfico, o volume
insere trechos de correspondência diplomática. Leitura imprescindível.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
A VOZ DA RÁDIO
No velho Programa 1 da Emissora Nacional, do tempo pré-Abril, existia uma rubrica, típica da Guerra Fria, que continha essencialmente propaganda anticomunista e se destinava a reforçar o semblante psicologicamente atemorizador da «Cortina de Ferro». Encerrava sempre o arrazoado em tom autoritário com a mesma frase, bradada por voz masculina, que dava até o título ao programa: «A verdade é só uma, Rádio Moscovo não fala verdade.» A verdade a que os portugueses tinham direito era então determinada pelo controlo ou pela vigilância das quatro estações de rádio em onda média, curta ou FM permitidas pelo regime. Do outro lado do continente, pela mesma época, para a imensa maioria dos cidadãos a questão punha-se de uma forma muito idêntica: apenas podiam ouvir rádio, em casa, nas lojas, nas cantinas ou nos locais de trabalho, através de aparelhos como este, construídos sem sintonizador, com um só botão para ligar/desligar e para aumentar ou diminuir o volume. Desta forma forçados a ouvir sempre a mesma voz. Como aquela que se podia ouvir deste lado, apresentada como certa, segura e rigorosamente indiscutível. A pesada Voz da Verdade.
(In Blog A Terceira Noite )
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Ironia do d e s t i n o
A ministra que iniciou o exercício do cargo escolhendo a roupa dos seus
funcionários vai ter de abandonar o mesmo cargo para escolher a roupa do
bebé.
Há quem defenda que não era necessário abandonar o cargo, mas alguém avisou a ministra para o trauma que seria o susto que o bebé apanharia quando visse o tio Gaspar. Já basta a geração pertencer à geração Gaspar, uma geração que está aprendendo a comer a sopa sob a chantagem de aparecer o Gaspar.
(In Blog " O JUmento " - Fotografia: Net )
Há quem defenda que não era necessário abandonar o cargo, mas alguém avisou a ministra para o trauma que seria o susto que o bebé apanharia quando visse o tio Gaspar. Já basta a geração pertencer à geração Gaspar, uma geração que está aprendendo a comer a sopa sob a chantagem de aparecer o Gaspar.
(In Blog " O JUmento " - Fotografia: Net )
É só mais uma, né ?
Como se costuma dizer "mais depressa se apanha um mentiroso do que um
coxo". Neste caso, não é apenas um, pois, na verdade, são dois os
mentirosos apanhados e duma só vez: Passos Coelho e Paulo Portas. Um e outro quiseram fazer-nos crer que a sobretaxa que levou metade do subsídio de Natal aos portugueses foi uma condição para a ‘troika' aceitar a receita extraordinária da transferência dos fundos de pensões da banca.
A "troika" já tinha desmentido a versão, mas agora é o próprio ministro das Finanças* quem afiança que o corte no subsídio de Natal deste ano "foi uma opção do Governo".
Que o primeiro-ministro e o vice-primeiro-ministro Portas nos tenham
pregado uma tal peta, já não incomoda ninguém, tantas elas são. Pelos
vistos. É só mais uma. Né ?
As "ovelhinas" continuam a "comer e calar". Mé!
(*Que, já se sabia, é quem manda)
In Blog : Terrra dos Espantos - Imagem : Net
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
E assim começamos o ano...com Cavaco & Silva
Tal como em 2012, um hipócrita e oportunista pensamento económico mágico mora em Belém e a falta de memória mora no editorial de hoje do Público: “pôr cobro à espiral recessiva”, à crise de procura, e cumprir o memorando, combinar crescimento e austeridade necessariamente recessiva, denunciar injustiças flagrantes, mas sempre sem tocar nos credores, claro. Cavaco tenta habilmente manter a hegemonia política que garante privatizações e desregulamentações sociais e laborais sem fim. Este é ainda o desgraçado centro do debate político. Cavaco faz tudo para manter o PS e a UGT atrelados a um memorando e a um putrefacto “consenso social” que os impede de dizer e de fazer qualquer coisa de esquerda, qualquer coisa civilizada, qualquer coisa. Depois do seu inesquecível silêncio sobre a desunião europeia, que durou até ao momento em que a troika aterrou na Portela, Cavaco aponta agora para uma vaga solução europeia, ao mesmo tempo que recusa o uso pelo país de uma das poucas armas – a reestruturação da dívida – que pode forçar a superação do impasse perpetuador da actual política. Enfim, sem surpresa, Cavaco continua a ser o presidente, com p pequeno, de todas as troikas.
Postado por João Rodrigues às 2. - In Blog Ladrões de bicicletas -
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Marcelo Rebelo de Sousa
Os portugueses podem estar a enfrentar uma crise grave, a sofrer porque a extrema-direita transformou o país num laboratório dirigido por imbecis, podem estar no desemprego e passar fome, mas têm o professor Marcelo e isso significa que no meio de todas as dificuldades são um povo com sorte, o professor podia ser francês, espanhol e até alemão, mas Deus foi generoso e decidiu que seria português.
O que seira de nós se não fosse o professor Marcelo que perante mais austeridade e com a recessão na Europa decobriu que 2013 seria pior do que 2012. O que seria deste pobre país sem as previ~soes do professor Marcelo, enfim, teria que viver com as previsões do Gasparoika que parecem ser encomendadas à santinha da Ladeira..
«Marcelo Rebelo de Sousa disse este domingo que o próximo ano vai ser ainda mais difícil do que 2012. Isto dois dias depois de o primeiro-ministro ter dito no Parlamento que o ano que está a chegar ao fim foi o pior desde 1974.
O antigo líder do PSD defendeu no seu comentário semanal da TVI que a crise económica será mais sentida em 2013, com a aplicação do Orçamento do Estado, que prevê ainda mais cortes e, sobretudo, um enorme aumento de impostos.
“O país vai estar muito irritado economicamente, vão existir alguns ataques cardíacos”, disse o professor, lembrando os cortes orçamentais previstos e o agravamento fiscal para o próximo ano. Para Marcelo Rebelo de Sousa as previsões não são de melhoria a nível económico e social. No entanto, o comentador não acredita que possa acontecer um 2013 uma crise política.
“Não haverá espaço para crises políticas e governamentais”, acrescentou Marcelo, explicando a importância que o Presidente da República terá durante o próximo ano. “Cavaco Silva terá um papel crescente em termos de moderação porque 2013 será pior do que 2012.”» [Público]
(in blog O Jumento - Foto: Pintura de Anton Semenov )
domingo, 16 de dezembro de 2012
Ideias em véspera de Natal
Constança Cunha e Sá, Nem mais:
- ‘(…)
Nem por acaso, dei de caras, esta semana, com um menino da JSD, que se
prepara para se candidatar à presidência da mesma, a explicar que é
“hipócrita e socialmente iníqua a tendencial gratuitidade da educação e
saúde”. Nem mais! Cria um problema constitucional? O menino da JSD não
tem dúvidas: manda-se a Constituição às malvas até porque, como já se
viu, o primeiro-ministro só consegue governar contra a Constituição:
para o actual PSD a Constituição, esse empecilho, não passa de um bode
expiatório, capaz de explicar todas as asneiras do governo.’
In Blog Camara Corporativa - Imagem : net
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Nobeles há muitos
Um
ex-PM que aceitou fazer de mordomo numa cimeira de guerra e que afirmou
ter visto provas das armas de destruição maciça é, sem dúvida, a
personagem ideal para receber o Nobel da Paz em nome seja do que for.
De facto,
De facto,
- Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba.
Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera!
- Padre António Vieira, Sermão do Mandato, III. (1643)
sábado, 1 de dezembro de 2012
Relvas o rei dos viajantes
«Miguel Relvas, ministro-adjunto e dos Assuntos
Parlamentares, é o representante do Governo português na tomada de posse
do presidente do México, Enrique Peña Nieto, que ganhou as eleições de 1
de Julho.» [Jornal de Negócios]
Timor, Brasil, México, para evitar o país o ministro Relvas dito doutor viaja tanto e dá tantas voltas ao mundo que em vez de um ministro mais parece um satélite.
Parecer:
Timor, Brasil, México, para evitar o país o ministro Relvas dito doutor viaja tanto e dá tantas voltas ao mundo que em vez de um ministro mais parece um satélite.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Relvas quanto é que já gastou aos contribuintes com as suas viagens.»
In Blog O JUMENTO
In Blog O JUMENTO
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