quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

E assim começamos o ano...com Cavaco & Silva






Tal como em 2012, um hipócrita e oportunista pensamento económico mágico mora em Belém e a falta de memória mora no editorial de hoje do Público: “pôr cobro à espiral recessiva”, à crise de procura, e cumprir o memorando, combinar crescimento e austeridade necessariamente recessiva, denunciar injustiças flagrantes, mas sempre sem tocar nos credores, claro. Cavaco tenta habilmente manter a hegemonia política que garante privatizações e desregulamentações sociais e laborais sem fim. Este é ainda o desgraçado centro do debate político. Cavaco faz tudo para manter o PS e a UGT atrelados a um memorando e a um putrefacto “consenso social” que os impede de dizer e de fazer qualquer coisa de esquerda, qualquer coisa civilizada, qualquer coisa. Depois do seu inesquecível silêncio sobre a desunião europeia, que durou até ao momento em que a troika aterrou na Portela, Cavaco aponta agora para uma vaga solução europeia, ao mesmo tempo que recusa o uso pelo país de uma das poucas armas – a reestruturação da dívida – que pode forçar a superação do impasse perpetuador da actual política. Enfim, sem surpresa, Cavaco continua a ser o presidente, com p pequeno, de todas as troikas.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Marcelo Rebelo de Sousa







Os portugueses podem estar a enfrentar uma crise grave, a sofrer porque a extrema-direita transformou o país num laboratório dirigido por imbecis, podem estar no desemprego e passar fome, mas têm o professor Marcelo e isso significa que no meio de todas as dificuldades são um povo com sorte, o professor podia ser francês, espanhol e até alemão, mas Deus foi generoso e decidiu que seria português.

O que seira de nós se não fosse o professor Marcelo que perante mais austeridade e com a recessão na Europa decobriu que 2013 seria pior do que 2012. O que seria deste pobre país sem as previ~soes do professor Marcelo, enfim, teria que viver com as previsões do Gasparoika que parecem ser encomendadas à santinha da Ladeira..
 
«Marcelo Rebelo de Sousa disse este domingo que o próximo ano vai ser ainda mais difícil do que 2012. Isto dois dias depois de o primeiro-ministro ter dito no Parlamento que o ano que está a chegar ao fim foi o pior desde 1974.
  
O antigo líder do PSD defendeu no seu comentário semanal da TVI que a crise económica será mais sentida em 2013, com a aplicação do Orçamento do Estado, que prevê ainda mais cortes e, sobretudo, um enorme aumento de impostos.
  
“O país vai estar muito irritado economicamente, vão existir alguns ataques cardíacos”, disse o professor, lembrando os cortes orçamentais previstos e o agravamento fiscal para o próximo ano. Para Marcelo Rebelo de Sousa as previsões não são de melhoria a nível económico e social. No entanto, o comentador não acredita que possa acontecer um 2013 uma crise política.
  
“Não haverá espaço para crises políticas e governamentais”, acrescentou Marcelo, explicando a importância que o Presidente da República terá durante o próximo ano. “Cavaco Silva terá um papel crescente em termos de moderação porque 2013 será pior do que 2012.”» [Público]

(in blog O Jumento  - Foto: Pintura de Anton Semenov )

domingo, 16 de dezembro de 2012

Ideias em véspera de Natal

Constança Cunha e Sá, Nem mais:
    ‘(…) Nem por acaso, dei de caras, esta semana, com um menino da JSD, que se prepara para se candidatar à presidência da mesma, a explicar que é “hipócrita e socialmente iníqua a tendencial gratuitidade da educação e saúde”. Nem mais! Cria um problema constitucional? O menino da JSD não tem dúvidas: manda-se a Constituição às malvas até porque, como já se viu, o primeiro-ministro só consegue governar contra a Constituição: para o actual PSD a Constituição, esse empecilho, não passa de um bode expiatório, capaz de explicar todas as asneiras do governo.’

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Nobeles há muitos

Um ex-PM que aceitou fazer de mordomo numa cimeira de guerra e que afirmou ter visto provas das armas de destruição maciça é, sem dúvida, a personagem ideal para receber o Nobel da Paz em nome seja do que for.

De facto,
    Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba.
    Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera!
      Padre António Vieira, Sermão do Mandato, III. (1643)

Os números não param de crescer

Tantos sacrifícios no altar da austeridade.

In Blog " A Lei do Funil "

sábado, 1 de dezembro de 2012

Relvas o rei dos viajantes

«Miguel Relvas, ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, é o representante do Governo português na tomada de posse do presidente do México, Enrique Peña Nieto, que ganhou as eleições de 1 de Julho.» [Jornal de Negócios]
   
Parecer:
 
Timor, Brasil, México, para evitar o país o ministro Relvas dito doutor viaja tanto e dá tantas voltas ao mundo que em vez de um ministro mais parece um satélite.
   
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Pergunte-se ao Relvas quanto é que já gastou aos contribuintes com as suas viagens.»

In Blog O JUMENTO
  

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

IDIOTIA

A rapaziada da Juventude Social Democrata quer que o Estado estabeleça um limite à atribuição das pensões de sobrevivência, alegando que «uma pessoa que tenha rendimentos mensais superiores a dois mil euros e não tenha filhos a cargo» não deve ter direito a ela. Estamos em pleno século XIX: Duarte Marques, deputado líder da JSD, argumenta que as pensões de sobrevivência «foram introduzidas para apoiar as mulheres que não trabalhavam e que não tinham outros recursos, mas agora a maior parte das mulheres trabalham

Não sei nem me interessa saber se o sr Marques é casado ou tem filhos. Mas sei que as famílias compram casa e têm filhos porque a soma de dois salários lhes permite essas duas “extravagâncias”. E não pode ser a soma de dois salários quaisquer. A soma de dois salários mínimos não entra nesta equação. A maior parte das casas que estão a ser devolvidas aos bancos, por incapacidade de cumprimento da hipoteca, são casas em que um dos cônjuges ficou desempregado. O sr Marques acha que o segundo salário é para alfinetes. E quer os cônjuges sobrevivos debaixo da ponte.

A pensão de sobrevivência corresponde a 50% da pensão de reforma ou aposentação a que o cônjuge falecido teria direito. É para isso que serve o desconto para a Segurança Social ou para a Caixa Geral de Aposentações. Que o valor atribuído à pensão de sobrevivência seja metade daquilo que o trabalhador/funcionário receberia na reforma/aposentação significa já que o Estado confisca metade dos descontos.

Esta gajada quer fazer regredir o país à era pré-industrial. No pasarán!
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In Blog DA LITERATURA

sábado, 17 de novembro de 2012

A Religião não magoa: às vezes mata .

Morre uma mulher a quem foi recusada uma interrupção de gravidez numa situação em que estava em causa – como se viu – o denominado “perigo de vida para mãe”.
A mulher assassinada por um pessoal pró-vida, sim, pró-vida, tem nome, tinha nome, chamava-se Savita Halappanavar, era indiana, tinha 31 anos, estava grávida de 17 semanas e morreu no Hospital Universitário de Galway.
Morreu agonizada nas complicações da sua gravidez, morreu após o pessoal médico ter recusado interromper a gravidez sob o argumento de que estava num “país católico”. Desde os 4 meses que a assassinada pedia ajuda médica, pedia uma IVG, devido a complicações de saúde, mas os pró-vida disseram, até ao coração de Savita parar de bater fruto de uma infeção generalizada, que não se aborta enquanto “o coração do bébé bater”.
Católicos pró-vida.
Fica a memória da cara de mais uma vítima desta gente.

(In Aspirina B - Blog ) 

domingo, 4 de novembro de 2012

D. Guedes

Esta senhora sempre foi um exemplo de generosidade, só é pena que ande mal informada e sói um ano e meio depois é que reparou que Sócrates já não é primeiro-ministro e é apenas o tal cidadão que ela não detesta. Digamos que a senhora é um bocadinho lerda.
 
«A jornalista "perdoa" ao cidadão José Sócrates a quem não reconhece estatuto para a difamar. O processo era contra o primeiro-ministro.
  
Manuela Moura Guedes desistiu esta semana da queixa por difamação apresentada ao Supremo Tribunal de Justiça contra o ex-primeiro ministro. De acordo com o semanário "Expresso", a jornalista justifica a sua decisão porque o processo se destinava ao então chefe do Governo e não ao cidadão, a quem "não reconhece as qualidades necessárias para difamar".» [DN]

«O ex-primeiro-ministro José Sócrates diz que "não retira uma palavra ao que disse sobre a qualidade jornalística" do programa da TVI dirigido por Manuela Moura Guedes, que "durante semanas o atacou com recurso à mentira, manipulação dos factos e a juízos impróprios numa democracia".

A posição de Sócrates consta de um requerimento do seu advogado, Proença de Carvalho, à 3/a seção do Supremo Tribunal de Justiça, onde se comunica que o antigo chefe do Governo "não se opõe ao arquivamento do processo pela desistência da queixa" por parte da jornalista Manuela Moura Guedes, que pertenceu aos quadros da TVI.
  
Nesse documento, Proença de Carvalho lembra que pelo Código Penal "o queixoso pode desistir da queixa, desde que não haja oposição do arguido" e considera que a "única parte útil" do requerimento de Manuela Moura Guedes é a "última frase", ou seja a afirmação de que "declara desistir da queixa".
Tudo o resto que consta do requerimento, com alusões ao antigo chefe do Executivo socialista, Proença de Carvalho salienta que, "além de inútil, constitui, afinal, um interessante e elucidativo retrato" que Manuela Moura Guedes "faz de si própria".
  
"O requerente não fará perder tempo ao tribunal (STJ) a analisar o comportamento da queixosa, nem lhe reconhece a mínima autoridade para dar lições de jornalismo, menos ainda o requerente está disponível para se pronunciar sobre as "excelsas" qualidades" que Manuela Moura Guedes "se auto-atribui", lê-se no documento, a que a Agência Lusa teve acesso.» [DN]

(In Blog o Jumento - Foto DN. )

L' Europe en 2016


In Blog " Alfarrobeira"