segunda-feira, 26 de novembro de 2012

IDIOTIA

A rapaziada da Juventude Social Democrata quer que o Estado estabeleça um limite à atribuição das pensões de sobrevivência, alegando que «uma pessoa que tenha rendimentos mensais superiores a dois mil euros e não tenha filhos a cargo» não deve ter direito a ela. Estamos em pleno século XIX: Duarte Marques, deputado líder da JSD, argumenta que as pensões de sobrevivência «foram introduzidas para apoiar as mulheres que não trabalhavam e que não tinham outros recursos, mas agora a maior parte das mulheres trabalham

Não sei nem me interessa saber se o sr Marques é casado ou tem filhos. Mas sei que as famílias compram casa e têm filhos porque a soma de dois salários lhes permite essas duas “extravagâncias”. E não pode ser a soma de dois salários quaisquer. A soma de dois salários mínimos não entra nesta equação. A maior parte das casas que estão a ser devolvidas aos bancos, por incapacidade de cumprimento da hipoteca, são casas em que um dos cônjuges ficou desempregado. O sr Marques acha que o segundo salário é para alfinetes. E quer os cônjuges sobrevivos debaixo da ponte.

A pensão de sobrevivência corresponde a 50% da pensão de reforma ou aposentação a que o cônjuge falecido teria direito. É para isso que serve o desconto para a Segurança Social ou para a Caixa Geral de Aposentações. Que o valor atribuído à pensão de sobrevivência seja metade daquilo que o trabalhador/funcionário receberia na reforma/aposentação significa já que o Estado confisca metade dos descontos.

Esta gajada quer fazer regredir o país à era pré-industrial. No pasarán!
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In Blog DA LITERATURA

sábado, 17 de novembro de 2012

A Religião não magoa: às vezes mata .

Morre uma mulher a quem foi recusada uma interrupção de gravidez numa situação em que estava em causa – como se viu – o denominado “perigo de vida para mãe”.
A mulher assassinada por um pessoal pró-vida, sim, pró-vida, tem nome, tinha nome, chamava-se Savita Halappanavar, era indiana, tinha 31 anos, estava grávida de 17 semanas e morreu no Hospital Universitário de Galway.
Morreu agonizada nas complicações da sua gravidez, morreu após o pessoal médico ter recusado interromper a gravidez sob o argumento de que estava num “país católico”. Desde os 4 meses que a assassinada pedia ajuda médica, pedia uma IVG, devido a complicações de saúde, mas os pró-vida disseram, até ao coração de Savita parar de bater fruto de uma infeção generalizada, que não se aborta enquanto “o coração do bébé bater”.
Católicos pró-vida.
Fica a memória da cara de mais uma vítima desta gente.

(In Aspirina B - Blog ) 

domingo, 4 de novembro de 2012

D. Guedes

Esta senhora sempre foi um exemplo de generosidade, só é pena que ande mal informada e sói um ano e meio depois é que reparou que Sócrates já não é primeiro-ministro e é apenas o tal cidadão que ela não detesta. Digamos que a senhora é um bocadinho lerda.
 
«A jornalista "perdoa" ao cidadão José Sócrates a quem não reconhece estatuto para a difamar. O processo era contra o primeiro-ministro.
  
Manuela Moura Guedes desistiu esta semana da queixa por difamação apresentada ao Supremo Tribunal de Justiça contra o ex-primeiro ministro. De acordo com o semanário "Expresso", a jornalista justifica a sua decisão porque o processo se destinava ao então chefe do Governo e não ao cidadão, a quem "não reconhece as qualidades necessárias para difamar".» [DN]

«O ex-primeiro-ministro José Sócrates diz que "não retira uma palavra ao que disse sobre a qualidade jornalística" do programa da TVI dirigido por Manuela Moura Guedes, que "durante semanas o atacou com recurso à mentira, manipulação dos factos e a juízos impróprios numa democracia".

A posição de Sócrates consta de um requerimento do seu advogado, Proença de Carvalho, à 3/a seção do Supremo Tribunal de Justiça, onde se comunica que o antigo chefe do Governo "não se opõe ao arquivamento do processo pela desistência da queixa" por parte da jornalista Manuela Moura Guedes, que pertenceu aos quadros da TVI.
  
Nesse documento, Proença de Carvalho lembra que pelo Código Penal "o queixoso pode desistir da queixa, desde que não haja oposição do arguido" e considera que a "única parte útil" do requerimento de Manuela Moura Guedes é a "última frase", ou seja a afirmação de que "declara desistir da queixa".
Tudo o resto que consta do requerimento, com alusões ao antigo chefe do Executivo socialista, Proença de Carvalho salienta que, "além de inútil, constitui, afinal, um interessante e elucidativo retrato" que Manuela Moura Guedes "faz de si própria".
  
"O requerente não fará perder tempo ao tribunal (STJ) a analisar o comportamento da queixosa, nem lhe reconhece a mínima autoridade para dar lições de jornalismo, menos ainda o requerente está disponível para se pronunciar sobre as "excelsas" qualidades" que Manuela Moura Guedes "se auto-atribui", lê-se no documento, a que a Agência Lusa teve acesso.» [DN]

(In Blog o Jumento - Foto DN. )

L' Europe en 2016


In Blog " Alfarrobeira"

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Uma pergunta ao Senhor Ulrich







Excelência, se a coisa der para o torto e o povo não aguentar a austeridade que defende e isto resvalar para a pancadaria e no pressuposto de que com  toda a sua riqueza vai a tempo de fugir, prefere ir de carro ou de avião? É só para não perder a oportunidade de lhe ir fazer adeus e limpar a rua do seu xixi feito do melhor champagne..
 
(In O Jumento - Foto  www 123RF )

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Daqui a seis meses....








Daqui a seis meses, mais dia menos dia, ou até antes, ver-se-á que tudo está, nem sequer na mesma, mas pior. E foram mais seis meses de sacrifícios sem sentido para milhões de portugueses, o Sísifo empurrando a pedra eternamente, como punição infernal  "por viver acima das suas posses". Nessa altura, ou antes, o governo cai, os governantes voltam ao "privado" de onde nunca saíram, uns por cima como mandantes, outros por baixo como empregados, o sistema político sofre de uma "italianização" nas urnas, se o caminho for de eleições, e cada peça do corpo institucional, Presidente, partidos, Tribunal, ficará a contorcer-se  para o seu lado, sem nexo. E este não é o pior cenário. Há pior. O problema é que todos sabem disto e ninguém faz nada.
 
In Abrupto de JPPereira - Imagem : Net

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Vitinho ou a teimosia de um jumento

Luís Reis, em «E tudo o Vítor levou»

«Vítor Gaspar escolheu um caminho perigoso que vai esfrangalhar a classe média e levar milhares de portugueses à miséria. E mesmo sabendo que está a perder, Vítor Gaspar continua a jogar e a fazer 'bluff', fazendo de conta que está a ganhar. Não tem um único trunfo, mas é incapaz de pestanejar. O ministro das Finanças parece um jogador de Sudoku que se enganou a colocar um número mas que vai continuar a jogar para nos provar que não se enganou, mesmo sabendo que as contas no final nunca vão bater certo».

Pedro Sousa Carvalho, em «Vítor Gaspar anda a jogar Sudoku com as contas públicas»

«O ciclo vicioso está criado e não saímos dele sem negociar. O meu ponto é que mais vale agora, com o crédito de cinco avaliações positivas, do que quando a situação económica e social piorar. Se o governo perder a sua base social de apoio, de pouco nos servirão os repetidos elogios internacionais. As últimas semanas permitem perceber que estamos perto do limite. É essencial que as pessoas continuem a confiar que o governo, inclusive o ministro das Finanças, está do seu lado e não do lado dos credores».

Paulo Lopes Marcelo, em «Como se diz negociar em inglês?»

Três textos de opinião do Diário Económico de hoje (que cita ainda Karl Popper: «Não é possível discutir racionalmente com alguém que prefere matar-nos a ser convencido pelos nossos argumentos»).




(In " Ladrões de Bicicletas "

domingo, 7 de outubro de 2012

O ENXOVALHO


O momento mais vergonhoso do debate das moções de censura ao governo: Passos Coelho ouve com deleite o deputado comunista Honório Novo a tripudiar Paulo Portas. O que dizia Honório? Lia a carta que o líder do CDS-PP enviou em Julho aos militantes do partido opondo-se a novos impostos. Portas foi enxovalhado de forma humilhante. O momento em que o primeiro-ministro e o ministro Relvas perderam a compostura, ignorando a solidariedade devida a um parceiro de governo, debochando como se estivessem no Parque Mayer, fica para a história negra da democracia. É bem certo que a vingança serve-se fria.


Etiquetas: Deboche, Parlamento

posted by Eduardo Pitta at 10:05 a.m. url

(In Blog  DA LITERATURA )

sábado, 6 de outubro de 2012

Se um dia tiver de ser escolhido uma data para simbolizar o percurso político de Cavaco Silva é muito provável que seja escolhido este 5 de Outubro, o último celebrado num dia feriado, pelo menos enquanto o país não se livrar deste quarteto formado pela troika mais o governo de Passos Coelho.

Cavaco começou por pedir a mudança da cerimónia para um local mais resguardado do povo e sem a presença desse povo incómodo e perigoso que é o português, para a Praça do Município ficou apenas o hastear da bandeira. Quis o destino que depois de muita atrapalhação Cavaco Silva hasteasse a bandeira ao contrário.

Feita a figura triste do hastear da bandeira seguiu-se a cerimónia para os convidados ilustres, loge de povo feio, pobre, mal cheiroso e que cospe para o chão, o ambiente estava bem composto com os representantes oficias da República, de fatos bem engomados e gravatas de seda. Não ficava bem a Cavaco dedicar o discurso às vacas da Ilha Graciosa e, talvez porque no seu tempo as escolas abriam a 6 de Outribro, optou por dedicar o discurso à abertura do ano escolar. Em Portugal não é uma crise financeira muito desejada pela direita extremista, o povo não sofre, o progresso social não está a se eliminado para o país regressar ao século XIX, nada disto sucede e o Presidente dedica o seu discurso aos jovens, o futuro de serviço dos políticos sem grande coragem.

(IN Blog O Jumento - Imagem TVI )

domingo, 30 de setembro de 2012

A candidata do PSD Açores odeia Passos ?







      “Alguém me acha parecida com o Dr. Passos Coelho? Alguém acha que eu tenho um passado que leve as pessoas a pensar que eu sou igual ao Dr. Passos Coelho? Eu tenho um passado, não nasci ontem para a política.”


Isso está mau nos Açores, não está, Rodrigo? Como é que nos Açores se defende que Passos é um produto fora de prazo e se vem para o Continente sustentar o contrário?