sábado, 31 de julho de 2010

ANDA PACHECO !



acheco Pereira não é um josé manuel fernandes qualquer. Sendo deputado à Assembleia da República, tem deveres acrescidos: se tem conhecimento de que gente do “gabinete do primeiro-ministro” anda por aí a fazer “operações” à margem da lei, o eremita da Marmeleira deve comunicá-lo à Procuradoria Geral da República, para que esta possa actuar em defesa da legalidade democrática. Se tudo não passa de calúnias, matéria em que se especializou no consulado da Dr.ª Manuela, quando se convenceu de que viria a ser “ministro de uma pasta das pesadas” (aspiração confessada numa entrevista ao DN nos tempos áureos do ferreirismo), Pacheco Pereira confirma que se transformou num farrapo e que não tem emenda.

(Publicado por Miguel Abrantes - Blog C. Corporativa -Imagem :Kaos.blogspot)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Crespo e os seus espasmos de felicidade





Crespo, por volta das 9.22, acusou Sócrates de ter acesso ilegal a documentos na posse da Justiça. Só isso explicaria a declaração onde se congratulou com o fim do processo Freeport, concluiu irado. Também informou a audiência de estarmos perante uma gigantesca fraude do Ministério Público, o qual não tinha meios de investigação e não respeitou as provas que incriminavam Sócrates – provas essas que Crespo identificou e repetiu a cada 5 minutos.

Mas nem tudo foram mágoas para o porcalhão. Os seus olhos brilharam de esperança, a sua voz elevou-se pujante, com a possibilidade de o processo ser reaberto por requerimento dos variados assistentes. O sonho de voltar a ter Sócrates no corredor da morte encheu-lhe o peito de alegria. Foi o único momento em que sorriu embevecido.

(Escrito por Vale no Blog Aspirina B - Imagem: Net )

quinta-feira, 29 de julho de 2010

VERGONHA PROCURA-SE !



À RTP Marinho Pinto não comenta um acto processual a que não teve acesso, mas, a confirmar-se, estranha a justificação avançada: "Mas a ser verdade a notícia, invocar a falta de tempo, ao fim de seis anos, para não ser ouvido aquele que foi sempre, desde o princípio até ao fim, o principal visado num processo que começou com uma carta anónima, é a justiça portuguesa no seu esplendor".

Também Rogério Alves queria mais do comunicado de terça-feira emitido pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal. Pareceram-lhe poucas as explicações. Particularmente quando as noticias de hoje põem em causa o ponto 11 de elogio ao trabalho da Polícia Judiciária.

In Noticias RTP-pt - Imagem : Net -Design Swan)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

ABORTOU MAIS UM GOLPE DE ESTADO



A investigação ao licenciamento de um empreendimento comercial, em Alcochete – o caso Freeport –, em 2001, manteve um primeiro-ministro debaixo de fogo cerrado durante 6 anos. Passados estes largos anos de investigação, onde se desenvolveram múltiplas perícias urbanísticas, ambientais e financeiras, executadas por peritos da Polícia judiciária, e «analisada exaustiva e rigorosamente a prova carreada para os autos», o Ministério Público concluiu que não existiu qualquer acto ilícito no licenciamento do Freeport, nem qualquer crime de «corrupção activa e passiva, tráfico de influência, branqueamento de capitais e financiamento ilegal de partidos políticos».

É à luz do que agora foi concluído pelo Ministério Público que se deve fazer um exercício indispensável, a bem da saúde democrática do regime: projectar o «filme» ao contrário, de trás para a frente. Percorrer, um a um, todos os textos de opinião, em jornais, revistas e blogues; revisitar os Jornais de Sexta-feira, de Manuela Moura Guedes; desenterrar o defunto Independente durante a campanha eleitoral de 2005; até chegarmos à origem do processo: a denúncia «anónima» feita por gente ligada a partidos políticos.

O que se passou à volta do «processo Freeport» durante estes últimos 6 anos é um filme perverso, com muitos protagonistas e várias cenas hardcore, tendo o enredo um chão comum: a incúria, a perfídia, a maledicência e, sobretudo, uma visão policial de fazer política. Não pode, por isso, ser varrido para debaixo do tapete.



(Publicado no Aparelho de Estado)


Por Tomás Vasques - H.h.conquilhas - Imagem : R. Magritte -

terça-feira, 27 de julho de 2010

Outros tempos, outros pagamentos.....



A operação a Salazar e o acompanhamento subsequente, assegurado pelo Hospital da Cruz Vermelha, custaram 5,6 milhões de escudos. Todas as despesas foram asseguradas pelo Estado, através de seis cheques emitidos pelo Ministério da Economia e um outro cheque proveniente do Secretariado-Geral da Defesa Nacional.

[O último parágrafo da notícia do Expresso revela que os ministérios preferiam dialogar através de terceiros, pois a Secretariado-Geral da Defesa Nacional, dependente do ministro da Defesa Nacional, general Sá Viana Rebelo, transferiu para a Cruz Vermelha Portuguesa uma verba de 4 milhões de escudos para ressarcir o Ministério da Economia pelas despesas efectuadas com a operação e internamento de Salazar. À primeira vista, as contas não batem certo.]
(Publicado por Miguel Abrantes no Blog Camara Corporativa)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Quem paga o esbanjamento ...?



O mínimo que se pode dizer do caso Freeport é que os prejuízos que deu ao país e à democracia portuguesa tiveram consequências bem mais gravosas do que qualquer crime que tenha sido cometido, além disso os crimes cometidos ao longo de anos à sua sombra, contra a dignidade de pessoas e contra a democracia, foram bem mais graves do que os que supostamente foram cometidos pelos arguidos. Para não falar da imagem do país que foi arrastado pelo lodo por este processo.

Não admira que haja arguidos, depois de tanta insinuação, violação do segredo de justiça, intervenção pública sistemática por parte do senhor Palma e de milhões de euros gastos ao erário público alguém teria que ser acusado, assim se justifica tudo o que se passou.

Os investigadores do processo levaram anos para que o país fique a saber que muito do que se disse à sombra do processo eram mentiras. É demasiado tempo para que agora a montanha tenha parido um rato.

«O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) anunciou hoje que deu por concluído o processo Freeport relacionado com o licenciamento do 'outlet' de Alcochete. A SIC está a avançar que dos sete arguidos do processo, dois foram acusados.

“O processo Freeport está dado como concluído e amanhã [terça-feira] será divulgada uma nota”, comunicou hoje o DCIAP à agência Lusa. » [Público]

(In Blog " O Jumento" - Imagem: por Kazatska )

domingo, 25 de julho de 2010

Demagogia ......



Se a proposta de os políticos entregarem vinte por cento dos seus salários (não pagam impostos como os outros?) aos pobres viesse de qualquer outra pessoa, ninguém com o mínimo de juízo hesitaria em denunciar o mais desbragado populismo. Porquê os políticos e não todos os outros? Em dizer que em tempo de crise cai sempre bem fazer este género de discurso. Mas como foi um bispo, tem tudo de fingir que estamos perante uma proposta digna de debate.

Uma proposta tão populista como a de, por exemplo, dizer à Igreja dos pobres deveria entregar as suas riquezas. Citando D. Carlos Azevedo, isso sim, “era um testemunho concreto”. Mais populista do que recordar que a preocupação com os pobres deveria ter feito o clero português nunca ter aceite estar isento do pagamento de impostos. E muito mais populista do que lamentar que tão severo rigor com os políticos cristãos lhe tenha faltado quando vivíamos numa ditadura e, com algumas excepções, a hierarquia da Igreja andava de braço dado com o poder não eleito e criminoso.

A justiça social faz-se com políticas fiscais redistributivas. Sim, os que ganham mais – todos – devem pagar mais. Contamos com a Igreja para essa luta? Faz-se com combate à corrupção. Faz-se com o reforço do Estado Social. Não se faz com demagogia barata que tenha a democracia como alvo.

( In Blog: Arrastao - Daniel Oliveira - Na imagem: Os sapatos Prada do Papa. Todos sabemos ser demagogos.)

sábado, 24 de julho de 2010

«PRIVATIZAR» o Ensino ou a Saude !



Pela forma que algumas entidades falam da "privatização" da saúde ou do ensino até podemos ficar a pensar que em Portugal estes sectores estão vedados ao sector privado, mas não é verdade, o que não falta por aí são clínicas privadas, hospitais privados e escolas privadas. Se quem quiser investir no sector privado pode fazê-lo então porque tanta preocupação por parte de Pedro Passos Coelho em acabar com a gratuitidade dos serviços públicos.

É evidente que não está nada preocupado em reduzir a despesa pública, se assim fosse não teria boicotado as taxas nas cirurgias. O que pretende então Passos Coelho? Quer que os serviços públicos sejam mais caros para todos os que os possam pagar para desta forma "enxotar" a clientela para os hospitais privados. O mesmo é dizer que o que Pedro Passos Coelho pretende é que os que podem pagar serviços públicos os paguem a empresas privadas. Sucede que em Portugal o grupo mais interessado neste negócio é o grupo Mello, precisamente o grupo que colocou vários dos seus quadros na equipa de Pedro Passos Coelho.

Se Pedro Passos Coelho estivesse preocupado com a viabilidade do SNS teria apoiado as taxas nas cirurgias.

(In Blog " O Jumento" - Imagem:Blog Surrealism today)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Se o Medina não sabe, estamos tramados ????



Afinal, Medina Carreira só sabe que não sabe, enfim, nada mau para um velho sabichão:

«Quanto ao trabalho, não sei se a proposta do PSD é boa ou é má. A única coisa que sei é que, se não conseguirmos criar em Portugal condições de concorrência com os outros países da Europa, não temos condições de investimento em Portugal. Se é preciso mexer nas leis do trabalho, nos impostos, na burocracia, na corrupção ou no arrendamento... eu não sei exactamente o que fazer. Sei é que temos de criar condições de concorrência, senão não há investimentos em Portugal.» [Renascença via Câmara Corporativa]

Se Medina Carreira não sabe o que fazer estamos mesmo tramados, era a última esperança do país, ainda que ande há anos a tentar tirar-nos a esperança.

(In Blog " O Jumento" - Imagem: Net )

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O Cobrador do Fraque que não o é.



Estou a ouvir uma entrevista da SIC-N a Cavaco, na qual este diz estar muito satisfeito com o “contributo” que deu para o pagamento das dívidas de Angola às empresas portuguesas. Convém ler o que escreve Emídio Fernando, num post intitulado Labor de uns para uma medalha presidencial, para perceber como as coisas se estão a passar:

‘Em Angola, Cavaco Silva ouviu o presidente José Eduardo dos Santos a anunciar que o país estava disposto a pagar as dívidas a começar pelas pequenas e médias empresas". E logo os jornalistas - tanto os que acompanham a visita do chefe de Estado e os outros que ficaram por Lisboa - trataram de traçar loas ao sucesso de Cavaco Silva. Mas infelizmente o jornalismo vive de memórias curtas. Curtíssimas.

O plano da dívida angolana foi traçado em Março deste ano por Luanda e acordado com Teixeira dos Santos, em Abril, durante a visita do governante português a Luanda. Nesse plano, constava o pagamento em três fases. A primeira destinava-se precisamente às PME portuguesas. O anúncio foi feito por Carlos Feijó, ministro de Estado e Chefe da Casa Civil da Presidência, um dos homens com verdadeiro poder em Angola.

Mas ainda antes, Teixeira dos Santos anunciava a criação de uma linha de crédito a Angola para pagar as dívidas às PME portuguesas.

O que é curioso é a forma como se faz passar a mensagem que Cavaco Silva foi cobrar as dívidas, conseguindo um retumbante sucesso.’

(Posted by Miguel Abrantes in Blog " Camara Corporativa - IMagem: Net )