domingo, 7 de março de 2010

O " SOL" e o seu jornalismo de sarjeta



por bluewater68

Manuel A. Magalhães, jornalista do SOL, vai a Moçambique acompanhar a vista de Sócrates. Hoje, José Sócrates terá sido questionado sobre a audição de Manuela Moura Guedes na comissão de ética, e a sua resposta foi: «Tenham dó, tenham piedade» ou de outra forma «É Pá, não me chateiem os cornos». Sem hesitar, Manuel A. Magalhães escreve um artigo com o título “Sócrates pede piedade aos jornalistas”, se bem que o mesmo deveria ter sido “Sócrates manda os jornalistas dar uma volta ao bilhar grande”.

E no meio do artigo, saliente-se, escrito à custa da sua deslocação a Moçambique, paga por alguém, escreve esta pérola: «Ainda no ginásio, tentou fazer um lance com uma bale de basquete mas não consegui acertar no cesto».

WOW! Saliente-se que “bale” não foi escrito no âmbito do novo acordo ortográfico. O SOL está obcecado com Sócrates, e os seus jornalistas afundam-se no pântano que tem sido criado pelo seu jornalismo de sarjeta.

( In Blog " Ma ke jeite moss" - Imagem: Epoca Negocios.Glogo.com )

sábado, 6 de março de 2010

O silêncio preocupante de Cavaco Silva




Quando se deu o caso do Freeport o Presidente da República ficou preocupado e chamou Pinto Monteiro.

Quando Dias Loureiro foi incomodado por causa do caso SLN Cavaco ficou preocupado e fez uma declaração pública de quase inocência do seu velho companheiro.

Quando se deu o famoso caso das pressões sobre os investigadores do caso Freeport Cavaco Silva ficou preocupado e chamou o sr. Palma, o verdadeiro patrão dos magistrados do Ministério Público.

Quando se falou do jornal da Dona Moniz também ficou muito preocupado com a liberdade de imprensa.

Quando estalou o famoso caso das escutas a Belém ficou preocupado mas disse que só falaria depois das eleições.

Agora que o país assiste indignado a uma tentativa de destruição de um governo eleito pelos portugueses o Presidente da República nada diz, mantém o silêncio e aguarda tranquilamente que as fugas ao segredo de justiça destruam José Sócrates e todos os que o apoiem.

Ao que deverá o silêncio de Cavaco Silva? Significa que há cavaquistas envolvidos nestas manobras ou está mais preocupado com a subida do PSD ao poder e com a sua reeleição do que com a saúde que deveria defender?

( In Blog " O Jumento" - Imagem: Net )

LiB e R d A de de Exxxxxpressssão



Medina Carreira, há dias, em entrevista na RTP1:

«É por ser um homem livre que posso dizer o que digo. Por isso mesmo, não sou solucionável.»

Ora, solução, termo bem a propósito, tem muito que ver com dissolvência. O homem, em sendo livre (não em absoluto, porque tal não está ao seu alcance, mas em relação ao seu semelhante), não se dissolve. Não aceita diluir-se num qualquer caldo knorr da situação ou sopa de hortaliças em febres delirantes de tacho.
Outra coisa importante, talvez mesmo a mais essencial de todas, é que o homem livre (ou seja, o homem que não aceita ser degradado a mero utensílio ou ferramenta) não tolera, de ânimo leve ou sequer pacífico, ver-se dissolvido por um qualquer Palramento, Desgoverno, Estado, Empório, Mercado, Decreto, ou o que quer que qualquer multidão de bandoleiros mascarados entenda sofisticar-se.
Não misturar-se, não fundir-se nem confundir-se com tais soluções consiste, aliás, no mundo actual, numa das principais condições da liberdade.
Até porque, tanto quanto não solucionável, o homem livre não é representável - não autoriza ver-se imposto noutros ou por outros. A postura livre é o contrário da impostura. Não é a polícia nem, tão pouco, os tribunais que constituem garantes da minha liberdade. Pelo contrário, sitiam-na. O garante não é externo: é interno, é próprio, é pessoal, e chama-se consciência. Donde que , ao contrário do que hoje em dia se trafica pelos mentideros, a antinomia efectiva da liberdade não reside na autoridade mas na economia. Nunca a liberdade perigou pelo cacete ou pela censura aberta - seria confundir estímulos com reais ameaças. O método eficaz contra ela sempre foi outro, mais letal e insidioso: o veneno. A mentira. A falsificação.
São os principais e mais encarniçados inimigos da liberdade quem procurais? É simples. Entre tutores, zeladores e enfermeiros, não tereis por onde falhar. Cada tiro, cada melro. Os envenenadores sempre velaram à cabeceira.

(Publicada por dragão em " Dragoscópio" - Imagewm: permanentred.blogspot.com)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Fenómenos do Entroncamento



… se a justiça ajudasse e se não houvesse alguns bandidos – ou na magistratura do Ministério Público ou na magistratura judicial –, que fazem fugas de informação sistematicamente (…). Não é possível viver com um sistema em que algumas pessoas na Procuradoria ou na magistratura judicial condicionam a vida nacional de uma maneira insidiosa sub-reptícia, clandestina e eu acho que, paga: Acho que há pessoas nas magistraturas a ganhar fortunas a vender informações em segredo de justiça…”

(António Barreto por Rui Rangel in Blog Aspirina B - Imagem: Blog: A vida de um chalado)

quinta-feira, 4 de março de 2010

"DELEITADOS" SURPREENDIDOS



Numa entrevista ao La Vanguardia
Cavaco Silva afirma que houve má fé por parte de quem comparou a siatuação de Portugal com a da Grécia.
Ora, se bem me lembro, Manuela Ferreira Leite afirmou isso mesmo num recente almoço na Câmara de Comércio Luso-Francesa. Muitos "deleitados" ( defensores extremosos de MFL) devem andar a contorcer-se com "dores", mas a verdade é que a afirmação de Cavaco Silva só surpreende por ele ser amigo pessoal de MFL. Quanto ao resto, só mesmo os "deleitados" é que podem ficar supreendidos.

(Postado por Carlos Barbosa de Oliveira no Blog Cronicasdorochedo - Imagem Net)

quarta-feira, 3 de março de 2010

A misteriosa baixa da Dona Guedes



“A misteriosa baixa da pivot do Jornal de Sexta” é o título de uma crónica de Jorge Fiel publicada no Diário de Notícias de 20 de Fevereiro deste ano e que está disponível no seu blogue:

“À luz desta implacável vigilância, a baixa da antiga apresentadora do Jornal de Sexta da TVI, que dura há mais de cinco meses (muita acima da média, que é de 7,2 dias) é um enorme mistério para mim, que adoptei na juventude fiz a divisa preferida de Karl Marx: de omnibus dubitandum (deve duvidar-se de tudo). Como ela anda para aí a fazer a vida normal, em festas e inaugurações, se desdobra em declarações e até se constitui assistente no processo Face oculta, só há duas hipóteses. Ou não está a ser fiscalizada, como todos os outros “baixistas”, o que é grave. Ou então é mesmo verdade que não anda mesmo bem da cabeça e por isso o melhor é não ligarmos muito às coisas que ela faz e diz.”

(Posted by João Magalhães - Câmara Corporativa " - Imagem : Net)

Ai D. Manuela , assim o seu afilhado não vai longe !



Com aquela desinibição com que diz tudo e o seu contrário, Paulo Rangel descobriu deste vez a pólvora: “É muito mais importante o pré-escolar como princípio da formação. Como princípio das bases, esse é que devia ser obrigatório, mas é mais caro, porque a rede pré-escolar não está ainda ao alcance de todos”. E também se ouviu o candidato que veio de Bruxelas para salvar o país proclamar ontem na televisão que, ao menos, a obrigatoriedade de frequência do ensino pré-escolar se faça a partir dos cinco anos.

Embora tenha opinião sobre tudo e mais alguma coisa, Rangel não estuda, não se prepara. Ele não sabe nem desconfia que a Assembleia da República aprovou um diploma que estabelece o regime da escolaridade obrigatória para as crianças e jovens que se encontram em idade escolar e consagra a universalidade da educação pré-escolar para as crianças a partir dos cinco anos de idade. E esse diploma foi preparado quando era ele líder da bancada laranja.

( posted by Miguel Abrantes " Camara Corporativa" - Imagem: Net )

terça-feira, 2 de março de 2010

A diferença entre ser espectador e actor



Francisco Seixas da Costa, pessoa viajada e culta, não se conforma com as exurradas informativas das nossas televisões. E contrapõe com um exemplo dos últimos dias, em França:

Este meu comentário vem a propósito do profissionalismo com que ontem vi tratada, ao longo do dia, na televisão francesa, a imensa tragédia provocada pela tempestade, que aqui causou largas dezenas de vítimas. Cada telejornal dos principais canais da televisão francesa, públicos e privados, não alterou o seu formato de meia-hora, tendo, no entanto, tratado o assunto com profundidade, em peças curtas, com notas humanas, diretos breves e concisos, opiniões de especialistas e - muito importante! - com escassíssimas e muito curtas declarações de entidades oficiais. Tudo isto sem deixar de referir outros temas da actualidade francesa e mundial. E, repito, apenas em 30 minutos.

No fundo, a diferença fundamental entre a nossa televisão e as televisões dos países "normais" é que, por cá, os media não resistem à tentação de serem actores, de serem eles próprios notícia - patética, a disputa de há dias, quando duas televisões reclamavam terem sido as primeiras a entrar nos parqueamentos subterrâneos do Funchal -, quando deveriam limitar-se a manter o saudável distanciamento do espectador.
Esta overdose televisiva é uma das principais culpadas pela esquizofrenia actual da vida pública portuguesa, na medida em que não deixa qualquer espaço de respiração - os acontecimentos têm que acontecer, mesmo que não haja nada a acontecer.

Por João Magalhães no Blog " Câmara Corporativa" - Imagem: Net )

GAZETA OPTIMISTA



Temos eurodeputados a declarar no Parlamento Europeu que em Portugal já não vigora o Estado de direito, que a liberdade de expressão foi abolida e que o Governo quer rivalizar com o Balsemão.

- Temos a Presidente do maior partido da oposição desasada a pedir às agências de rating para darem cabo da economia nacional.

- Temos a CGTP, o PCP e o Bloco prontos para barricarem as ruas e derrotarem o capitalismo, o imperialismo e os fachos do PS.

- Temos jornalistas que gozam com deputados no próprio Parlamento e depois vão para a televisão gozar com os espectadores.

- Temos um Presidente da República que gastou as suas energias nos meses que antecederam as Legislativas, um tempo em que a ética e a transparência punham na ordem o Governo corrupto.

- Temos um Procurador-Geral que não presta porque não alinhou numa golpada.

- Temos o Benfica mais forte dos últimos duzentos anos.

- Temos o Sporting mais forte das últimas duas semanas.

- Temos ainda mais dez meses do melhor 2010 de sempre.

( In " Aspirina B " - Imagem: Queensland art gallery)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Um novo rumo para o PSD ?




Telefona Castanheira de Barros. Queixa-se do ostracismo a que a comunicação o tem discriminado e anuncia que vai ser recebido na ERC. Sem esperança de que as coisas melhorem para a sua candidatura.

Mas queixa-se, sobretudo, das traições. Das traições e da hipocrisia. Lamenta-se por verificar que foi com hipocrisia que foi recebido no Algarve. Sente que muitos daqueles com quem falou lhe prometeram apoio que, afinal, já tinham prometido a outros, ou que a outros vieram a prometer nas horas seguintes. Queixa-se da duplicidade e falsidade de autarcas e responsáveis sociais-democratas – um pouco de todo o país mas, sobretudo dos algarvios.

Castanheira é um lírico. Castanheira é um cândido. Castanheira acredita em contos da carochinha. E também acredita que abunda na política a honestidade, a ética, a fidelidade.

Acredita até que é possível um “novo rumo” para a política.

Como se o único rumo que a maior parte dos políticos conhece não fosse apenas o rumo das suas ambições pessoais e mesquinhas.

Tema: Notícias do Algarve, Política sem espinhas

( Lançado por: Lourenço Anes no Blog Calçadão de Quarteira )